Precisamos falar sobre Alucinadamente Feliz. A sensação que eu tenho é que desde que comecei a ler o livro e - em especial - desde que terminei, não consigo falar de outra coisa. Esse livro foi recomendação de uma amiga minha de muitos anos e, muito tempo depois dela ter falado dele, eu resolvi comprá-lo na promoção do dia da mulher na Saraiva e lê-lo.
Eu acho que é legal explicar porque demorei tanto tempo: o livro parece meio maluco. O que tudo bem, porque eu também sou meio maluca. É só que, na época que ela me recomendou, eu não me sentia tão maluca assim. Ou, melhor dizendo, não achava que estava tudo bem me sentir tão maluca assim e reprimia toda minha vontade de gritar pro mundo que às vezes parecia que tinha algo errado dentro de mim.
Os anos passaram e esses "erros" de dentro de mim não sumiram, só pioraram. Depois de um monte de crises, eu resolvi que assumir que tinha alguma coisa errada era o primeiro passo. E, desde então, lido com meus fantasmas e com meus problemas de uma forma muito mais saudável. Aprendi meus limites e, quando não consigo prosseguir, eu simplesmente me dou tempo o bastante para recuperar o fôlego antes de tentar de novo. Ou, pelo menos, é isso que eu tento fazer.